Spirits rejoice!
O primeiro lote de artistas para o OUT.FEST 2026 reúne um conjunto particularmente expressivo de nomes que atravessam geografias, práticas e linguagens, entre estreias nacionais e regressos aguardados.
Entre os destaques, a estreia em Portugal de ∈Y∋ + C.O.L.O, novo projeto de Yamantaka Eye (Boredoms, Hanatarash), figura central de uma música verdadeiramente inclassificável; o regresso de Klein, uma das vozes mais singulares da última década na desconstrução de códigos do r&b, ambient ou noise; e a primeira vez a sul do Tejo de Pink Siifu, figura maior do rap norte-americano contemporâneo, em permanente expansão entre o free jazz, o punk e a cultura hip-hop.
Também em estreia nacional, o trio de Whitney Johnson, Lia Kohl e Macie Stewart chega ao Barreiro na sequência de BODY SOUND, um dos lançamentos mais marcantes do ano.
No campo da escuta atenta e da composição, assinala-se a celebração da obra de Phill Niblock, com interpretações pelas guitarras de Rafael Toral, Manuel Mota, Margarida Garcia e André Gonçalves, bem como o regresso à cidade de Manja Ristić, que desenvolverá novo trabalho a partir do Arquivo Sonoro do Barreiro. Neste território de atenção ao detalhe e ao espaço, surgem também Megabasse e John Also Bennett, em abordagens distintas mas convergentes numa ideia de música enquanto matéria de delicadeza sensorial
Shane Parish apresenta Autechre Guitar, um dos discos mais inesperados do ano: uma transposição para guitarra acústica da electrónica dos britânicos Autechre que, mais do que exercício de estilo, revela dimensões melódicas e emocionais raramente expostas — algo que, até aqui, ninguém imaginaria sequer possível.
Num plano mais direto e celebratório, Josey Rebelle afirma a arte do DJ como prática total, enquanto Deli Girls trazem um embate frontal entre pista de dança e urgência política. Também nos códigos da dança se inscrevem os TNL (Tiago Carneiro & Nuno Loureiro), numa eletrónica não-funcional, aberta, viva e em constante mutação.
No cruzamento de tradições e verdadeiras músicas do mundo, os Senyawa estreiam-se no OUT.FEST com a sua abordagem singular à música indonésia, enquanto Rita Silva & Mbye Ebrima propõem um encontro raro entre o minimalismo modular e heranças da África atlântica. Regozijo absoluto, por fim, com o regresso dos brasileiros DEAFKIDS com novo disco-bomba na bagagem.
Restam pouco mais de 100 passes globais para venda ao preço atual - uma vez esgotados, será disponibilizado o último lote a preço final*. Os bilhetes diários serão disponibilizados com o último anúncio de artistas, no Verão.
* Os passes early-bird / passes globais dão acesso aos quatro dias do festival. Pela primeira vez, existe a possibilidade de um ou dois concertos fora das salas principais exigirem um bilhete à parte ou taxa de reserva. Novidades em breve.